6 de dezembro de 2012

Contigo

Acordo na manhã de oiro
entre o teu rosto e o mar.


As mãos afagam a luz,
prolongam o dia breve.


Entre o teu rosto e o mar
ninguém deseja ser neve.


Ninguém deseja o veneno
da noite despovoada.


Acorda-me a tua voz,
nupcial, branca, delgada.



Eugénio de Andrade
























desconheço autor(a)
retirado de http://www.clfmag.com/

Bebida

{aos resistentes deste blogue}

bebo onde existe sede.
a mão arrefece com o peso da cabeça.
este silêncio resgata palavras 
para além dos factos magros e esguios.

o meu sangue conhece o amor.
leio Östen Sjöstrand

lia Östen Sjöstrand há cinco minutos atrás.
alguém me chamou e tudo ficou diferente.
não digo que seja apenas este poema.
não é, claramente, apenas este poema.

bebo onde existe sede.

Sylvia Beirute