6 de dezembro de 2012

Bebida

{aos resistentes deste blogue}

bebo onde existe sede.
a mão arrefece com o peso da cabeça.
este silêncio resgata palavras 
para além dos factos magros e esguios.

o meu sangue conhece o amor.
leio Östen Sjöstrand

lia Östen Sjöstrand há cinco minutos atrás.
alguém me chamou e tudo ficou diferente.
não digo que seja apenas este poema.
não é, claramente, apenas este poema.

bebo onde existe sede.

Sylvia Beirute

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