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Recebes a noite

Recebes a noite, na vaga incerta
de lucidez. Todo alado e desnorte.
Abre-se a nave intransponível do teu peito.
Nenhum lugar dele se acede.
Quieto, sondas a manifesta dor,
o erro fulgurante
dança-te diante dos olhos.
É tarde - dizes - e estendes os dedos
ao limite próximo da sombra.
Dás um passo. Caminhas?
Daqui é somente a noite que te engole
ou tanta outra loucura
que te nomeia.




Fernando M. Dinis
do blog FICO ATÉ TARDE NESTE MUNDO

Comentários

Fernando Dinis disse…
Fico sempre tão feliz.
Obrigado.
Ana Isabel disse…
...eu também, pelo seu regresso, que celebrei aqui no dia 12 de setembro, e pelas palavras que escreve...abraço