17 de setembro de 2007

És como a janela da manhã

És como a janela da manhã
Como os vidros embaciados
Como o calor dos lençóis
Como o pão mal torrado
Para não me ir em jejum


Como o olhar cansado que me deitas
Assim estendida do teu cansaço sobre o meu
E vou-me certamente
Que te deixo em frente a janela aberta


E te fico espetado na carne



Manuel Cintra

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