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As últimas 5 leituras

Respondo ao desafio lançado pelo Rogério Matos do Insustentável, deixando aqui as minhas últimas 5 leituras:

> Frankie e o Casamento de Carson McCullers (em fase de leitura)
> Claro Enigma de Carlos Drummond de Andrade
> A Educação pela Pedra de João Cabral de Melo Neto
> A Formosa Pintura do Mundo de Frederico Lourenço
> Amar não Acaba de Frederico Lourenço

Passo o desafio ao Henrique Fialho do Insónia, à Cristina Nobre Soares do O que é feito de si Mrs Pankhurst? , ao Marx do Voando sobre um ninho de dúvidas, à Marta R do Astro que Flameja, e ao ch do Almofariz.

Comentários

CH disse…
Olá, Ana...como está?
Agradeço a menção e o convite para citar os meus últimos cinco livros lidos.
Ei-los:

.Questão de Ênfase [Susan Sontag]
.A Voz do Escritor [A. Alvarez]
.O Deus Selvagem [A. Alvarez]
.O Homem e sua Hora [Mário Faustino]
.A Maçã no Escuro [Clarice Lispector - ainda lendo]

Aproveito para também colocar o link do Hálito lá no meu blog.
Abraço.
Carlos Henrique
marta r disse…
Desafio aceite. Aqui ficam as minhas últimas leituras:

"Travessia de Verão", Truman Capote, "O Pintor de Batalhas", Arturo Perez-Reverte, "Abril em Paris", Michael Wallner,"Na Praia de Chesil", Ian McEwan, e "A Vida Nova", Orhan Pamuk.
Marx disse…
Olá, Ana Isabel,

Eis, então, as minhas «últimas 5 leituras». «O mandarim», de Eça de Queiroz. «Um estudo em vermelho», de Arthur Conan Doyle. «O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde», de Robert L. Stevenson. «O velho e o mar», de Ernest Hemingway. «A queda de um anjo», de Camilo Castelo Branco. Entretanto, entrei, já, nas próximas...

Um beijo,
CNS disse…
Desafio aceite! Amanhã terás a resposta no meu blogue!

Um beijo

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A tela contemplada

Pintor da soledade nos vestíbulos
de mármore e losango, onde as colunas
se deploram silentes, sem que as pombas
venham trazer um pouco do seu ruflo;

traça das finas torres consumidas
no vazio mais branco e na insolvência
de arquiteturas não arquitetadas,
porque a plástica é vã, se não comove,

ó criador de mitos que sufocam,
desperdiçando a terra, e já recuam
para a noite, e no charco se constelam,

por teus condutos flui um sangue vago,
e nas tuas pupilas, sob o tédio,
é a vida um suspiro sem paixão.


Carlos Drummond de Andrade
"(...) Mas quem te disse que é proibido estar triste? A verdade é que, muitas vezes, não há nada mais sensato que estar triste (...)"

Héctor Abad Faciolince
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