21 de novembro de 2006

Celebrar

Haverá mesmo noite para celebrar?
Como se esta noite fosse uma seringa à cabeceira,
está na estante um monte de livros
e só um tem um lápis dentro;
onde está o fogo
para levar para fora, às luzes
onde qualquer rua derrota e apaga os seus candeeiros?
de noite no quarto,
e com pena de não saber fumar,
fica esta noite estúpida dentro da cabeça,
para fazeres dentro o que bem entendes
como se fosse um papel para escrever,
e chegassem com força os ventos às janelas,
como um tiro.

é tarde, tanto faz estarem as mãos
nos bolsos como não,
tanto faz passar alguém como não passar,
e olhar.

Rogério da Cruz

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