17 de outubro de 2006

Descreio das palavras de quem me edita

Descreio das palavras de quem me edita,
porque são circunstanciais e hipócritas
e porque visam os livros e não os homens.
Prefiro que não me escrevam,
que nada me digam sobre os textos
em que canto o meu amor errante
nas páginas do orvalho da manhã.
Aqui não cantam anjos nem demónios.
Tudo se aquieta e apazigua
quando faço do longe a última paz
que a imaginação me permite perseguir.

Wenceslau de Moraes

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