O ar fendido pela borboleta quimérica e nocturna e de cor azul. O pólen do voo no rumor das achas da lareira amortecida. Os teus olhos vêm para os meus com a água da paz de termos visto o mesmo arco de vida atravessar o lugar onde estávamos sózinhos onde vogava no céu tarde o silêncio do conspirador. No chão de brisa de poeira o tumulto do mundo é um luar sombrio e essa dor serena leva de nós todas as dores. Joaquim Manuel Magalhães
"(...) Caminho pelos lugares queridos, sem tristeza, nem mágoa, altas, condoídas árvores, lagos serenos escorrendo de meus olhos, hálito azul da tarde que, por cair, de sombras vai tranquilizando o horizonte. Só, meu coração, bate contra a pedra e o silêncio." Rui Knopfli.