Machados, depois do seu golpe a madeira ressoa, e os ecos! Ecos que partem do centro, semelhantes a cavalos. A seiva jorra como lágrimas, como água capaz de lutar para refazer o seu espelho sobre uma rocha que cai e se transforma, uma branca caveira consumida pelas ervas daninhas. Anos depois encontro-as na estrada... Palavras secas e sem cavaleiro, infatigável ruído de cascos. Enquanto do mais fundo do lago as imóveis estrelas regem a vida. Sylvia Plath traduzida por Maria de Lourdes Guimarães
"(...) Caminho pelos lugares queridos, sem tristeza, nem mágoa, altas, condoídas árvores, lagos serenos escorrendo de meus olhos, hálito azul da tarde que, por cair, de sombras vai tranquilizando o horizonte. Só, meu coração, bate contra a pedra e o silêncio." Rui Knopfli.