Fui até ao Insónia ...e trouxe comigo este poema! Chovia. No bosque os pequenos ruídos de folhas de água deslizando verde. Chovia. E eis que a límpida brancura se raiou de fumo brilhando uma ágata. Surgiam do chão os ramos os troncos os braços desenterrados bocas de luz candeias chuva de oiro o canto desfibrado húmus húmido incendiado. Um ser de sombra e de água chovia. Os anéis dos cabelos acesos intactos adejando a hera as mãos negras e as anémonas um lago. A cinza era o que restava verde chuva alada passagem rubra. Ana Mafalda Leite
"(...) Caminho pelos lugares queridos, sem tristeza, nem mágoa, altas, condoídas árvores, lagos serenos escorrendo de meus olhos, hálito azul da tarde que, por cair, de sombras vai tranquilizando o horizonte. Só, meu coração, bate contra a pedra e o silêncio." Rui Knopfli.