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A mostrar mensagens com a etiqueta Fragmento de ...

Fragmento de...

O Morcego de Jo Nesbø "(...) se existe algo lá em cima, e se quiserem almas belas, então é onde ele vai estar. - Sorriu. - Mas se houver algo lá em baixo, penso que é onde ele preferia estar. Detestava sítios enfadonhos."

Fragmento de...

Na praia de Chesil de Ian McEwan "(...) Tudo o que desejava, a única coisa em que conseguia pensar era em si mesmo e em Florence deitados nús na cama do quarto contíguo, finalmente confrontados com essa experiência atemorizadora que parecia tão distante da vida quotidiana como uma visão de êxtase religioso, ou até a própria morte.(...)"

Fragmento de ...

Amor no Feno e outros Contos de D. H. Lawrence "(...) Despontava a fria madrugada quando Geoffrey acordou. A mulher dormia ainda nos seus braços. O rosto adormecido despertou nele uma imensa onda de ternura: os lábios comprimidos, como que decididos a suportar o que custava muito a suportar, contrastavam tanto com o formato pequeno das feições, que metiam dó. Geoffrey apertou-a ao peito: por possuí-la sentia que podia vingar-se dos sorrisos de escárnio, passar pelos outros de cabeça levantada, invencível. Com ela completando-o, constituindo o seu cerne, sentia-se firme e completo. Precisava tanto dela que a amava fervorosamente.(...)"

Fragmento de ...

Amor no Feno e outros Contos de D. H. Lawrence "(...)A chuva caía persistentemente; a noite era um golfo negro. Tudo estava intensamente calmo. Geoffrey pôs-se à escuta: só ouvia a chuva. Parou entre as medas, mas não ouvia mais do que o pingar da água, as chicotadas ligeiras da chuva. Tudo estava perdido na escuridão. Imaginou que a morte havia de ser assim, muitas coisas dissolvidas no silêncio e negrura, apagadas, mas em existência. Na densa negrura, sentiu-se quase extinto. (...)"

Fragmento de...

Frankie e o casamento de Carson McCullers "(...) O mundo parecia morrer todas as tardes, e já nada se movia. Por último, o Verão era como um sonho verde agoniante, ou como uma selva silenciosa e absurda, debaixo de vidro.(...)"

Fragmento de...

Fragmentos de um discurso amoroso de Roland Barthes "O mundo submete todo o empreendimento a uma alternativa: o sucesso ou o insucesso, a vitória ou a derrota. Protesto com base numa outra lógica: estou, ao mesmo tempo e contraditoriamente, feliz e infeliz: «sucesso» ou «insucesso» não têm para mim senão um significado contingente, passageiro ( o que não impede a violência dos meus sofrimentos e desejos); o que me anima, surda e obstinadamente, nada tem de táctico: aceito e afirmo independentemente de ser verdadeiro ou falso, bem sucedido ou mal sucedido; afasto-me de toda a finalidade, vivo à mercê do acaso ( à medida que as figuras do meu discurso me vêm à mente como as jogadas dos dados). Enfrentando a aventura ( o que me sucede), não saio nem vencedor nem vencido: sou trágico. (Dizem-me: essa forma de amor não é viável. Mas como avaliar a viabilidade? Por que razão ser viável é um Bem? Por que razão durar é melhor que arder ?)"

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O Amor nos Tempos de Cólera de Gabriel Garcia Márquez "O comandante olhou para Fermina Daza e viu nas suas pestanas os primeiros pingos de um orvalho de Inverno. Depois olhou para Florentino Ariza, o seu domínio invencível, o seu amor impávido, e ficou assustado pela suspeita tardia de que é a vida, mais que a morte, que não tem limites."

Fragmento de...

A Formosa Pintura do Mundo de Frederico Lourenço "A tragédia grega ensina que o amor não deve atingir a própria medula da alma . Mas na vida de alguns de nós, de preferência uma única e irrepetível vez, a medula da alma é atingida pelo amor. Felizes os que sobrevivem."

Fragmento de...

Fragmentos de um discurso amoroso de Roland Barthes "(...) A linguagem é uma pele: esfrego a minha linguagem contra o outro. É como se tivesse palavras de dedos ou dedos na extremidade das minhas palavras.(...)" Até Setembro...