És como a janela da manhã Como os vidros embaciados Como o calor dos lençóis Como o pão mal torrado Para não me ir em jejum Como o olhar cansado que me deitas Assim estendida do teu cansaço sobre o meu E vou-me certamente Que te deixo em frente a janela aberta E te fico espetado na carne Manuel Cintra
"(...) Caminho pelos lugares queridos, sem tristeza, nem mágoa, altas, condoídas árvores, lagos serenos escorrendo de meus olhos, hálito azul da tarde que, por cair, de sombras vai tranquilizando o horizonte. Só, meu coração, bate contra a pedra e o silêncio." Rui Knopfli.