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tão pouca luz no quarto

entra tão pouca luz no quarto,
o ocre antigo das paredes desliza pelo chão
e despe-se nas minhas pernas,

não sei se o sol nasce ou morre,
no meu corpo indecifrável
o mundo parte devagar

e os sons para trás acomodam-se no meu ouvido
como finos vapores húmidos,
sem dia, sem noite, apenas as horas ficam,

e o meu peito adormece.

Comentários

*** disse…
Sempre tão densa e tão transparente.;)
amelia pais disse…
PORQUE SERÁ QUE NÃO SEI AINDA QUEM É ESTA POETISA?SABEERÃO DIXER-ME?tTENHO LIDO E 'GUARDADO VÁRIOS POEMAS DELA, MAS NADA SEI.
Amélia disse…
Desculpem as gralhas e corrijo:

PORQUE SERÁ QUE NÃO SEI AINDA QUEM É ESTA POETISA?SABEERÃO DIzER-ME?TENHO LIDO E 'GUARDADO' VÁRIOS POEMAS DELA, MAS NADA SEI.

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