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Levas-me inteiro

Levas-me inteiro
Mais longe nos tecidos
Algures a germinar
Um ovo
Em estado de promessa.


Choro, talvez
Chore ainda mais ainda mais talvez


Lavas-me, escorro
De ti para as ruas ainda mais de ti


Seria simples imaginar
Uma das tuas mãos
Com os ossos da minha.
A outra, a carne.


Mas eu não gosto de coisas simples.



Manuel Cintra

Comentários

Minha cara Ana;
Contente por revê-la de volta ao blog, e mais ainda com tua simpática visita.
Por aqui, de tudo vi e achei conforme, com destaque para a exuberante seleta de poemas que escolheste.
Manoel Cintra...que grata surpresa!
Guardo muita identidade com os poetas portugueses. Há sempre lugar para eles no meu imaginário e no meu coração.
Um abraço do
Carlos

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