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Num qualquer sítio

Num qualquer sítio decerto deve haver
A face nunca vista, a voz nunca ouvida
O coração que ainda nunca, nunca ainda, pobre de mim!
Respondeu à minha chamada.

Num qualquer sítio, talvez perto ou longe,
Para além da terra e do mar, bem longe da vista
Para além da lua errante, para lá da estrela
Que a segue noite após noite.

Num qualquer sítio, talvez longe ou perto,
Com apenas um muro, uma sebe a escondê-lo,
Ou apenas as últimas folhas do ano a morrer
Caídas sobre um relvado enverdecido.


Christina Georgina Rossetti
tradução de Helena Barbas

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