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Três Mulheres, poema a três vozes (IV)

PRIMEIRA VOZ:
Quem é ele, este rapaz azul e furibundo,
Brilhante e estranho, como se tivesse sido arremessado de uma estrela?
Tem um ar tão zangado!
Voou pelo quarto adentro, com um berro no calcanhar.
O azul empalidece. Afinal é humano.
Um lotus escarlate abre-se na sua poça de sangue.
Estão a coser-me com seda, como se eu fosse um pedaço de pano.

O que fizeram os meus dedos antes de o erguer?
O que fez o meu coração ao seu amor?

Nunca vi nada tão claro.
As suas pálpebras são como a flor do lilás
E suave como mariposa a sua respiração.
Não o abandonarei.
não há ambição ou maldade nele. Que assim possa permanecer.

Sylvia Plath
traduzida por Ana Gabriela Macedo

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