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Mensagens

Kung Hei Fat Choi!

Feliz ano novo lunar!!!!!!!!!!!!!!11111111

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Não sei se viro menina, se viro mãe, se viro todas. Se viro artista, Se viro vento ou viajante Viro santa ou viro doida Quem sabe viro onça Viro a mesa, viro o jogo, viro a página, viro a vida do avesso e viro outras Sim, eu me viro. Yohana Sanfer

Voar...

Foi um momento

Foi um momento O em que pousaste   Sobre o meu braço,   Num movimento   Mais de cansaço   Que pensamento,   A tua mão   E a retiraste.   Senti ou não ?   Não sei. Mas lembro   E sinto ainda   Qualquer memória   Fixa e corpórea   Onde pousaste   A mão que teve   Qualquer sentido   Incompreendido.   Mas tão de leve!...   Tudo isto é nada,   Mas numa estrada   Como é a vida   Há muita coisa Incompreendida...   Sei eu se quando   A tua mão   Senti pousando   ‘Sobre o meu braço,   E um pouco, um pouco,   No coração,   Não houve um ritmo   Novo no espaço?   Como se tu,   Sem o querer,   Em mim tocasses   Para dizer   Qualquer mistério,   Súbito e etéreo,   Que nem soubesses   Que tinha ser.   Assim a brisa   Nos ramos diz   Sem o saber   Uma imprecisa...

...este sangue de luz que a madrugada entorna...

Guerra Junqueiro declamado por Pedro Abrunhosa

Vens ou ficas?

Vens ou ficas Esta cidade é só nossa. E a noite pede-nos um corpo Para continuar a viver. Se vieres, vou esperar-te a estação. Trarás contigo a razão Quem te ouve e quem te vê. O encontro será apenas o momento No interior do pensamento Onde tudo se resolve. Os segredos são o centro de um incêndio Que arde com o silêncio Como outra noite qualquer. Se me ouves, se recusas as palavras, Transformamo-nos em nada, Quase deixamos de ser. E as horas que se despedem devagar Que se afastam de ficar Que se aproximam de morrer. O que fomos passa por nós na avenida, É um pedaço da nossa vida   Que ainda quer sobreviver. Vens ou ficas Eu vou estar a tua espera   Por mais que a força não queira Seremos dois a decidir. João Pedro Pais

Vai passar

Chico Buarque

Essa miúda

Essa miúda é uma fogueira Que te acende as noites em qualquer lugar E tu desejas arder com ela Enquanto bebes o perfume Que ela deita nos seus trapos de cor Para te embriagar Essa miúda é um exagero Diz que sem ti não sabe voar Mas tu adoras voar com ela Enquanto inventas espaços novos Ela vai arquitectando uma teia P´ra te aconchegar Essa miúda faz-te acreditar Que o sol é um presente Que a aurora traz Principalmente p´ra ti Essa miúda é uma feiticeira Prende-te a mente e põe-se a falar E tu bem tentas compreende-la Mas o que sai da sua boca Não parece condizer com o que ela Te diz com o olhar Essa miúda faz-te acreditar Que o sol é um presente Que a aurora traz Principalmente p´ra ti. Jorge Palma

Feliz Natal!!!...

Domingo no mundo | 21

Ana Stoner https://www.facebook.com/profile.php?id=610447876

Contigo

Acordo na manhã de oiro entre o teu rosto e o mar. As mãos afagam a luz, prolongam o dia breve. Entre o teu rosto e o mar ninguém deseja ser neve. Ninguém deseja o veneno da noite despovoada. Acorda-me a tua voz, nupcial, branca, delgada. Eugénio de Andrade
desconheço autor(a) retirado de http://www.clfmag.com/

Bebida

{aos resistentes deste blogue} bebo onde existe sede. a mão arrefece com o peso da cabeça. este silêncio resgata palavras  para além dos factos magros e esguios. o meu sangue conhece o amor. leio Östen Sjöstrand lia Östen Sjöstrand há cinco minutos atrás. alguém me chamou e tudo ficou diferente. não digo que seja apenas este poema. não é, claramente, apenas este poema. bebo onde existe sede. Sylvia Beirute do blog   Uma casa em Beirute

não achas que chegou a hora?

não achas que chegou a hora? um dia ainda me dizes que já não há nada. mais nada no lado de fora do tempo. os anos, sabes? essa maré que nos salva e afoga, que ora nos traz, ora nos leva. o amor ou a dor. sempre o amor ou a dor… ou um lugar, ou a hipótese de um lugar. qualquer ponto no universo onde a estrada acabe. onde o tempo acabe. onde toda a memória possa pairar como um céu sobre o passado. sobre todos os passados. tu sabes. um dia ainda me dizes tudo isto outra vez. não achas que chegou a hora? os navios ainda erram na linha de azul que nos amarra à terra. a estas janelas, a este dom de olhar. à dádiva de ver para lá e para cá, os navios, o mar, estes pássaros que o sol arrasta. esta luz antiga em que crescemos. que nos escreveu na pele o costume de adormecer e despertar como se as horas chegassem de dentro e morressem ainda mais dentro e isso fosse a marca, a escritura solene que te torna dono do que sempre te pertenceu. gil t. sousa do blog exercícios de esquecimento
Yan Ya Ya

A pele que há em mim

Quando o dia entardeceu E o teu corpo tocou Num recanto do meu Uma dança acordou E o sol apareceu De gigante ficou Num instante apagou O sereno do céu E a calma a aguardar lugar em mim O desejo a contar segundo o fim. Foi num ar que te deu E o teu canto mudou E o teu corpo do meu Uma trança arrancou O sangue arrefeceu E o meu pé aterrou Minha voz sussurrou O meu sonho morreu Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada. Dá-me o quarto vazio da minha casa Vou deixar-te no fio da tua fala. Sobre a pele que há em mim Tu não sabes nada. Quando o amor se acabou E o meu corpo esqueceu o caminho onde andou Nos recantos do teu E o luar se apagou E a noite emudeceu O frio fundo do céu Foi descendo e ficou Mas a mágoa não mora mais em mim Já passou, desgastei, p’ra lá do fim É preciso partir É o preço do amor P’ra voltar a viver Já nem sinto o sabor A suor e pavor Do teu colo a ferver Do teu sangue de flor Já não quero saber… Dá-me o mar, o meu rio, a minha est...

Primavera

Sábado à noite não sou tão só Somente só A sós contigo assim E sei dos teus erros Os meus e os teus Os teus e os meus amores que não conheci Parasse a vida Um passo atrás Quis-me capaz Dos erros renascer em ti E se inventado, o teu sorriso for Fui inventor Criei o paraíso assim Algo me diz que há mais amor aqui Lá fora só menti Eu já fui de cool por aí Somente só, só minto só Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti Mesmo assim, quero ver-te sorrir... E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três Se quiser ser feliz... Se há tulipas No teu jardim Serei o chão e a água que da chuva cai Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor Meu amor eu sou tudo aqui... Sábado à noite não sou tão só Somente só A sós contigo assim Não sou tão só, somente só The Gift

Não disse nada, amor

Não disse nada, amor, não disse nada: foi o rio que falou ...com a minha voz a dizer que era noite e é madrugada a dizer que eras tu e somos nós. A dizer os mil rostos e Lisboa ao longo do teu rosto se te beijo. À luz de um pombo chamo Madragoa e Bairro Alto ao mar se te desejo. Não disse nada, amor. Juro, calei-me: foi uma voz que ao longe se perdeu. Cuidei que era Lisboa e enganei-me pensei que éramos dois e sou só eu. António Lobo Antunes encontrei no blog Há vida em Marta